Outubro ou Nada

Durante algum tempo, convivi em uma casa cuja família tinha duas filhas. A mais velha era histriônica, brava, briguenta, mimada. A mais nova era calma, amorosa, pacífica. A primeira infernizava a vida da segunda, que normalmente aceitava as provocações calada. Vez ou outra, porém, a paciência chegava ao limite. A caçula retrucava e o jantar virava um inferno.

Os pais, que pareciam criar os filhos para o próprio conforto e bem-estar, interrompiam o entrevero. Como não queriam se posicionar na briga para não ficar mal com uma ou outra, sob um ar aparentemente — apenas aparentemente, insisto — democrático e justo, repreendiam as duas igualmente. O mesmo castigo para ambas. Não importava se a segunda apenas reagia às insistentes e insuportáveis provocações da primeira, depois de semanas aguentando quieta as malcriações da irmã. É muito mais cômodo assim. Não se enfrenta de fato a situação. Toma-se de antemão que ambas estão igualmente erradas e não fica mal com ninguém, ainda que a mais jovem já pudesse ter sido canonizada por tolerar a irmã histérica por tanto tempo sem qualquer tipo de reclamação ou insurgência.

O Colégio São Luís também era meio assim. Se dois meninos — desculpe se isso lhe parece uma questão de gênero; não é, pois esse tipo de coisa vinha dos meninos mesmo — entrassem em qualquer tipo de discussão, advertência ou suspensão igual para os dois. Não importava se o diabo em forma de gente estava infernizando a vida do outro bem comportado, que apenas depois de muita provocação reagiria ao pequeno Mefistófoles.

Talvez seja uma característica brasileira, inclusive enaltecida com frequência. Somos tão pacificadores, tão receptivos, hospitaleiros, carinhosos, não queremos ficar mal com ninguém.

“Quanto tempo não te vejo. Vamos marcar um jantar?” “Claro, a gente combina.” A resposta na verdade significa, na melhor das hipóteses: “Olha, eu ate gostei de te encontrar, mas não a ponto de realmente marcar de jantar com você. Sabe, nada contra, acho você razoável. Só não neste nível de sair pra jantar e tal”. “A gente combina” significa qualquer coisa menos a real marcação deste jantar.

“Você vai no meu aniversário, né?” “Claro, vou dar uma passada.” Essa última resposta também conhecida como “não vou nem a pau”.

Evitamos qualquer tipo de conflito, mesmo que meramente retórico ou que apenas represente uma negativa de um convite, que, quero crer, seja prerrogativa de uma sociedade democrática. Eu posso não querer jantar com aquela pessoa que não vejo há séculos, com quem muito provavelmente entraremos naquele silêncio constrangedor. Quero evitar aqueles segundos em que convivo internamente com as autoindulgências: “Por favor, surja alguma coisa pertinente para eu falar com este cidadão”.

Mas não é porque você não trata um problema que ele deixa de existir. Tergiversando da verdade, ela acaba se voltando contra nós. Não repreender a filha mais velha de maneira mais rígida implica ferir a equidade vertical. Tratemos igual os iguais, mas diferente os diferentes. Há aqui um incentivo a continuar a ser uma chata e malcriada, porque a punição é a mesma da irmã adequada.

A simpatia, a cordialidade e o afeto brasileiros são lindos. Contudo, por vezes essas características escondem um outro traço da nossa personalidade, que é a recusa de se lidar com situações difíceis, de manter conversas duras, de olhar nos olhos do interlocutor e de dar-lhe uma notícia desagradável de forma honesta, sem dourar a pílula. Precisamos enfrentar os dilemas, sabendo que isso vai implicar o desgosto de determinados grupos de interesse.

A falta de capacidade em arbitrar conflitos cobra seu preço na forma de ajuste fiscal. A dificuldade de se avançar com o Renda Cidadã, por exemplo, decorre sobretudo do não reconhecimento do Executivo de que o dinheiro vai precisar sair de algum lugar, ou seja, de algum grupo hoje beneficiado. A alternativa é furar o teto de gastos. Aliás, talvez esse seja o maior mérito do teto de gastos — ao menos enquanto ele existir, formaliza-se a ideia de que agradar um novo grupo via gasto fiscal vai exigir desagradar outro.

Como muito bem lembrou Marcos Lisboa em coluna recente, “a opção do Palácio do Planalto por não enfrentar dilemas cobrou, mais uma vez, a sua fatura. A proposta para financiar a expansão do Bolsa Família resultou na piora dos preços dos ativos e das taxas de juros”.

Em boa entrevista recente ao NeoFeed, o gestor Luiz Parreiras, da Verde Asset, trouxe o assunto sob ótica parecida: “o conflito fiscal já está colocado há vários meses. O governo por ‘ene’ razões não quis tomar decisões duras. O próprio presidente tem falado que não vai mexer no seguro defesa, no abono, no reajuste das aposentadorias, no funcionalismo público, não vai mexer em nada. Então, o dinheiro tem que sair de algum lugar. Na segunda-feira, eles falam ‘então vou mexer no precatório e no Fundeb”. O mercado olha aquilo e pensa ‘o que você vai fazer é uma espécie de contabilidade criativa ou, como algumas pessoas colocaram, é a volta das pedaladas’”.

Chamo atenção para a necessidade de se enfrentarem os assuntos difíceis de frente porque não há mais tempo a perder. Havemos de ir contra a nossa própria natureza não beligerante e desenvolver a capacidade de endereçar os dilemas, sabendo que teremos choro e ranger de dentes de determinados grupos de interesse. Temos de avançar em nossa habilidade de desagradar quando necessário. O governo não é, ou não deveria ser, uma fábrica de benesses, mas justamente alguém que arbitra conflitos e faz escolhas que implicam renúncias.

Como destacou Luiz Fernando Figueiredo, da Mauá, em seu LinkedIn: voltamos a flertar com o precipício.

O mercado se dá conta dos riscos e cobra a conta. Se não fizermos algo rápido, possivelmente enfrentaremos restrições à rolagem de dívida no começo de 2021, dado o elevado volume de títulos vencendo, e disparada adicional do câmbio, que poderia bagunçar os balanços de empresas com dívida em dólar, destruir os lucros de importadores e chegar a patamares que necessariamente implicassem algum tipo de repasse cambial para a inflação. Isso seria terrível, pois obrigaria o Banco Central a subir a taxa de juros de forma intensa e nos jogaria muito possivelmente num processo recessivo intenso.

Felizmente, consigo enxergar uma boa notícia neste quadro, uma espécie de luz no fim do túnel. Ou, pelo menos, o túnel. Se não é da nossa natureza enfrentar conflitos de frente, também não me parece ser o caráter explosivo — não combina nem com a nossa personalidade. O herói duplamente preguiçoso não é dado a extremos. Entendo inclusive que a segunda característica sobrepuja a primeira.

Vejo alguns pequenos sinais nessa direção.

Voltamos a falar com mais vigor sobre a agenda de reformas, em particular da tributária, que, por definição, é a síntese da arbitragem de conflitos. Havemos de tirar de algum Estado ou de uma classe para dar para outros. Ainda que me pareça improvável fazê-la neste ano, os esforços nesse sentido são louváveis. Prorrogamos o prazo para 10 de dezembro e ainda estamos no jogo.

Paulo Guedes e Rodrigo Maia, depois de muito tempo, e sabe-se lá por quanto tempo, voltaram a falar a mesma língua. E essa é a língua do interesse nacional, não dos egos, que também depois de muito tempo estiveram em segundo plano com os pedidos de desculpas recíprocos.

Em paralelo, cobrávamos uma posição do presidente Jair Bolsonaro na batalha campal pública entre Rogério Marinho e Paulo Guedes. Não havia como acender uma vela para deus e outra para o diabo ao mesmo tempo, não necessariamente nessa mesma ordem. Segundo relata a imprensa, o presidente o teria feito nesse final de semana, ao dizer que não tem nenhum substituto para Paulo Guedes, mas tem uns 20 para Marinho. O recado está dado.

Para completar, pela primeira vez vi ontem uma admissão pública de formulador da política econômica sobre impactos materiais da política ambiental (ou da falta dela) sobre a atração de capital internacional. Roberto Campos Neto disse à CNN ter ouvido de investidores críticas nessa direção, o que explicaria, entre outras coisas, o fato de o Brasil ter capturado menos capital externo do que outros emergentes diante da recuperação dos mercados desde maio. Para enfrentar um problema, o primeiro passo é reconhecê-lo.

Se resolvermos enfrentar de frente os problemas, o espaço para melhora do preço dos ativos, também por conta do potencial começo da maior atração do capital internacional, seria brutal. O tempo, porém, urge. Outubro ou nada.

Empiricus Day One
Felipe Miranda

PIX – Pagamento Instantâneo

Pagamentos instantâneos são as transferências monetárias eletrônicas na qual a transmissão da ordem de pagamento e a disponibilidade de fundos para o usuário recebedor ocorre em tempo real e cujo serviço está disponível durante 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias no ano. As transferências ocorrem diretamente da conta do usuário pagador para a conta do usuário recebedor, sem a necessidade de intermediários, o que propicia custos de transação menores.

No Brasil se chamará Pix, marca única, criada pelo Banco Central, lançada em coletiva à imprensa em fevereiro de 2020, clique aqui para assistir.

O Pix estará disponível para a população brasileira a partir de novembro de 2020. Além de aumentar a velocidade em que pagamentos ou transferências são feitos e recebidos, tem o potencial de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado; baixar o custo, aumentar a segurança e aprimorar a experiência dos clientes; promover a inclusão financeira e preencher uma série de lacunas existentes na cesta de instrumentos de pagamentos disponíveis atualmente à população. Em linha com a revolução tecnológica em curso, possibilita a inovação e o surgimento de novos modelos de negócio e a redução do custo social relacionada ao uso de instrumentos baseados em papel.

Atuação do BC

O BC está liderando o processo de implantação do ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro, que está sendo construído de forma participativa, envolvendo a interlocução com diversos agentes do mercado. O principal objetivo do BC com essa ação é aumentar a eficiência e a competitividade do mercado de pagamentos de varejo no Brasil, por meio da criação de um novo meio de pagamento que ajudará no processo de eletronização do mercado brasileiro.

Desde a publicação do Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro 2013, o BC vem incentivando o desenvolvimento de um arranjo de pagamentos, de amplo acesso, que possibilite a realização de pagamentos instantâneos. Em 2018, o BC decidiu liderar essa construção. O passo inicial foi a criação de grupo de trabalho específico, com participação do BC e de agentes do mercado, denominado GT Pagamentos Instantâneos. O GT encerrou seus trabalhos no dia 21 de dezembro de 2018, com a divulgação do Comunicado nº 32.927 e do documento com os requisitos fundamentais para o ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

A construção do ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro faz parte da Agenda BC# na dimensão Competitividade

WhatsApp

Agora você pode envia mensagens de WhatsApp diretamente pelo sistema

Envie WhatsApp do sistema

Basta digitar o número com WhattsApp na caixa de texto específica no formato 11900000000, clicar em Criar link e clicar na imagem ao lado

Nota fiscal de consumidor (NFCe)

Tudo pronto…… no seu sistema….. esse aí mesmo que você pode começar a usar agora. Você poderá emitir NF para consumidor do mesmo modo que faz com o DANFe….. Cadastre-se e comece a usar

Atendimento Balcão

Conheça a Nova funcionalidade do Operador
ATENDIMENTO BALCÃO (Loja)

Você pode inserir Produtos Via Código de Barras
Pesquisar pelo nome do produto mesmo com palavras separadas e/ou fora de ordem
Enviar e-mail para o Cliente
100% conectado com a plataforma de Pedidos completa

Apresentando o Operador WEB

Versão em vídeo…

Primeiramente vamos falar do que é o Operador WEB

O Operador Web é um sistema de gestão empresarial que foi criado para ser usado nos navegadores, chamado Full Web, e ao mesmo tempo não depender de Internet.

                O que significa que você poderá usar o sistema sem depender da Internet porque ele estará em um servidor ou em um computador dentro da sua empresa

Regras básicas do desenvolvimento: Por que isso é importante: Porque aqui você vai saber como ele foi desenvolvido e quais repostas e opções vocês terá em cada etapa de sua utilização

  • Todas os recursos tem que funcionar em qualquer navegador sem a instalação de nenhum programa ou extensão adicional (Ex.: Java, Plugins e etc.)
  • Ele tem que estar disponível na nossa plataforma, mas pode ser instalado na base principal do Cliente para que este local não dependa de Internet para utilização.
  • As saídas (impressos e relatórios) precisam estar em formatos gratuitos, populares e de fácil utilização. No nosso caso, PDF, Excel, .xml e texto
    • Na verdade, quando você gerar um documento no sistema, estará fazendo um download de um arquivo em um destes formatos e assim qualquer dificuldade na leitura, impressão ou manipulação dos mesmos estará diretamente ligada à configuração do equipamento. Ex.: Um PDF se não for impresso pode ser enviado para outra pessoa para impressão já que ele é apenas um arquivo livre do sistema em seu computador
  • Todas funcionalidades e acessos precisam ter Permissão controlada e o Cliente não pode depender do nosso suporte pra controla-las
    • Em cada funcionalidade você poderá conceder Permissão para Leitura, Inserção, Alteração ou Exclusão e eventualmente em algumas delas poderá bloquear ou conceder ações adicionais como Salvar um Cadastro sem CNPJ por exemplo
  • Os processos e atividades sempre deixam rastros pra poder serem verificadas posteriormente e o usuário possa ser treinado adequadamente na funcionalidade
    • Ou seja tudo que for feito no sistema poderá ser verificado comando por comando para que possam ser feitos ajustes e ser dada a devida orientação aos usuários
  • Ser funcional, mas não ser modular, ou seja, você poderá utilizar o sistema em cada uma das funcionalidades separadamente, mas terá disponível todas as funcionalidades sem pagar nada mais por isso e elas estarão sempre devidamente integradas

Objetivo do sistema:

  • Prover uma experiência desktop com a liberdade de um sistema OnLine
    • Apesar de ser um sistema utilizado em um navegador não trabalha apenas com links (texto ou imagem) e sim com comando reais, botões, menus, calendários, listas autocompletáveis e etc, assim como a experiência de sistemas instalados no próprio computador
  • Não ser engessado entregando desenvolvimento e atendendo a maioria das solicitações dos Clientes. Exemplos: Nossa equipe está trabalhando hoje em uma funcionalidade nova para Lanchonetes e também em integrar com mais eficiência os recursos logísticos necessários
    • Você estará adquirindo um sistema em constante evolução

DDNS – Como conseguir acessar sua empresa remotamente com IP Dinâmico

Pra quem não sabe o endereço IP é um código único de 4 casas com 3 números cada uma. Há muito que se falar sobre o IP, mas vamos ser objetivos. O IP é o número que todo equipamento conectado recebe ao se conectar à uma rede como a Internet por exemplo. Mesmo que você acesse um site pelo nome dele (Ex.: www.operador.com.br) um sistema chamado DNS (Servidor de Nomes) vai procurar em que IP está este site e te entregar o resultado dele de forma transparente, você nem vai ver que na verdade conectou ao IP dele.

Certo, porém existem inúmeras regras para que um site possa ter presença na Internet, que foram criadas pra que todo o sistema da Internet funcione com segurança e qualidade, só que isso torna inviável para que qualquer empresa ou pessoa comum possam adquirir estes recursos.

Para que uma empresa comum possa também ter uma forma de ser alcançada via Internet foi desenvolvido o DDNS (DNS Dinâmico) que tem por função permitir que a empresa de forma automática informe um provedor onde ela está (qual o IP atual dela) e assim todos que acessem um determinado endereço (Ex.: operadorweb.ddns.com.br), serão redirecionados para ela. Deste modo qualquer pessoa de fora de posse deste endereço específico irá conseguir acessar as câmeras, um sistema ou qualquer outro recurso de forma simples sem precisar perguntar pra alguém dentro da empresa qual o IP atual.

O Operador recomenda e implanta os DDNS de www.ddns.com.br e nossos sistemas estão prontos para serem acessados por este recurso de forma simples e transparente.

Se tiver mais dúvidas consulte nossa equipe técnica